Mate seu inimigo com 4 tiros

Esta eu ouvi de um pastor amigo: que Jesus ensinou a matar nossos inimigos com quatro tiros, conforme Lucas 6.26-31. É verdade que todos temos opositores e eles crescem à medida que nos tornamos mais efetivos, mais parecidos com Jesus, mais sal da terra e mais usados por Deus. Devemos ser respeitados pela nossa conduta, mas “ai daqueles que são sempre elogiados”. Jesus quer dizer que não é missão do cristão ser amiguinho do mundo.

Temos inimigos, mas não somos inimigos. Não cabe ao cristão perseguir objetivamente para prejudicar qualquer pessoa. Essa coisa de que o outro é o meu problema não é cristã.

O texto ainda mostra que o caminho para essa quase utopia é assumir um compromisso de obediência ao padrão de Deus: “Faça com os outros o que gostaria que fizessem com você”. Jesus nos ordena viver um  ideal mais elevado: a lei do amor, o que somente é possível com os recursos de Deus.

revolverEntão, acabe com seus inimigos: ame-os, e eles ficarão tontos, constrangidos; faça-lhes o bem, e eles cairão por terra; fale bem deles, e eles perderão o fôlego; e, então, dê-lhes o tiro de misericórdia: ore por eles.

Juracy Carlos Bahia

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Energia sobrando?

dinamoQuando criança, eu tinha uma bicicleta com um pequeno dínamo que encostava no pneu e produzia energia. A gente morava numa região que não tinha luz elétrica. Quando acionado o dínamo, a pedalada ficava um pouco mais pesada, mas o farol da bicicleta iluminava o caminho, inclusive, para os outros. Hoje em dia, perdemos a noção da importância de se produzir energia, para o próprio consumo e para ajudar outros. Basta ligar um interruptor, mesmo sem saber de onde vem a energia que esbanjamos. Lembro-me de uma das minhas longas e repetidas reflexões quando adolescente. Eu queria inventar um conjunto de equipamentos que produziria energia suficiente para girar os próprios geradores e sobrar para outros usos. Não seria magnífico?

Observo que alguns não produzem nem a energia que eles mesmos precisam. Vivem “de carona”. isso me deixa indignado, seja na experiência familiar, na igreja ou entre colegas de ministério. Ora, um adulto deveria tomar as providências para prover o necessário para cada dia, e para o futuro. Fico bravo comigo mesmo se o meu carro acaba gasolina na estrada porque “não fiz os cálculos” adequadamente.

Óbvio que há exceções.  Um tsunami pode varrer minha vila ou uma guerra estourar sem que eu tenha culpa, posso estar fragilizado ou ser uma criança, mas não é disso que estou falando. Também não me refiro ao esforço voluntário, seja altruísta ou romântico. Quem usa a energia dos outros porque não pode produzir a sua própria, colabora humildemente para que haja mais altruísmo no mundo. Inspira-nos ver alguém cuidando de uma criança, um idoso ou um enfermo.  É lindo o sacrifício romântico. O problema está em gastar o que não se tem, descuidar do repouso, da alimentação ou exercícios, menosprezar um bom sermão etc e, depois, depender do que os outros acumularam ou aprenderam.

Claro que há ainda o aspecto devocional. Produzimos apenas um pouquinho de energia, como o dínamo da bicicleta. Nas questões de poder espiritual, estamos mais para Lua que para Sol. Na verdade, refletimos o Criador e Sustentador de todas as coisas. Ele é fonte de toda a luz e toda força, inclusive daquela quantidade enorme, necessária para nos impulsionar deste mundo para a eternidade.

Feliz e Eficaz

felis_eficazÉ possível ser crente e feliz? Alguns dirão que somente se pode ser feliz sendo crente, mas não vamos entrar neste debate. Teríamos que definir a felicidade e a eficácia.

Sabemos que o homem sem Deus, com os próprios esforços, configura toda a vida para buscar a felicidade e a realização pessoal. Por outro lado, encontramos alguns piedosos cristãos desconfortáveis por desfrutarem de bênçãos e vitórias, enquanto outros sofrem.

Alguns não crentes percebem a superioridade dos que servem a Deus. Observam que eles cuidam da vida devocional, seguem com a Igreja e, ao mesmo tempo, vivem felizes com suas famílias, são prósperos em suas profissões, são respeitados e admirados.

Outros entram num desequilíbrio exatamente quando a escolha que fizeram por Deus começa a mostrar seus benefícios, inclusive terrenos. Quando tinham suas vidas desestruturadas, buscavam a Deus com intensidade, mas quando as bênçãos vieram, passaram a focar a felicidade e o conforto, negligenciando o “primeiro amor”, quase desestimulando Deus, visto que eles são melhores nos sofrimentos que na bonança.

O desafio dos que são realmente felizes, porque caminham com Deus, é administrar as lembranças das alegrias vividas enquanto eram escravos no Egito.

Conversas consequentes

O homem abre um debate com o Senhor: “O que preciso fazer para ir para o céu?”. Jesus pergunta: o que diz a Lei que você ensina? “Amar a Deus sobre tudo e amar o próximo como a mim mesmo”, responde. Jesus fecha: “Faça isso e você tem a vida”. Não satisfeito, como alguns que querem discutir religião, o homem continua: “Mas quem é meu próximo?”. Jesus, então, conta a história do bom samaritano que, diferente de dois religiosos, socorreu um necessitado. Jesus pergunta: “Quem foi o próximo daquele que sofria?”. O questionador tem a resposta óbvia, e Jesus fecha novamente: “Vá e faça assim”.

Podemos discutir sobre tudo, mas não podemos perder de vista o que é realmente importante. Religião não é para blá-blá-blá. A religião de Jesus era direcionada aos que são realmente interessados em Deus. O Senhor conduz para uma decisão que afeta concretamente a vida da gente. As igrejas estão cheias de turistas, que não se deixam transformar pelo poder do Evangelho. Alguém disse com propriedade: “O que mais nos perturba não são os pontos difíceis em que divergimos ou não compreendemos, mas aqueles com os quais concordamos e não praticamos”.