Quando o Rei quer honrar alguém

Numa noite de insônia, o rei Assuero mandou que lessem o livro das memórias de seu reino. Leram sobre um judeu chamado Mardoqueu que tinha feito um grande bem ao reino. Ao saber que esse homem não tinha recebido qualquer recompensa, mandou chamar Hamã, o malvado chefe do exército, que aguardava no pátio, exatamente para pedir permissão para enforcar esse Mardoqueu. “Entrando Hamã, o rei lhe perguntou: “O que se deve fazer ao homem que o rei tem o prazer de honrar? ” E Hamã pensou consigo: “A quem o rei teria prazer de honrar, senão a mim? “Por isso respondeu ao rei: “Ao homem que o rei tem prazer de honrar, ordena que tragam um manto do próprio rei e um cavalo que o rei montou, e que leve o brasão do rei na cabeça. Em seguida, sejam o manto e o cavalo confiados a alguns dos príncipes mais nobres do rei, e ponham eles o manto sobre o homem que o rei deseja honrar e o conduzam sobre o cavalo pelas ruas da cidade, proclamando diante dele: ‘Isto é o que se faz ao homem que o rei tem o prazer de honrar! ’ O rei ordenou então a Hamã: “Vá depressa apanhar o manto e o cavalo, e faça ao judeu Mardoqueu o que você sugeriu… Não omita nada do que você recomendou” (Ester 6:6-10).
Assim como Mardoqueu, muitos fazem grande bem ao reino sem esperar honra, mas existe alguém que nos observa com amor, e é conhecido também por sua justiça. Ele nos ensinou que existe uma lei poderosa que rege nossos atos: a lei da semeadura. “Pois aquilo q o homem plantar, isso tb ceifará”. (Gal. 6).
No mundo da ditadura da aparência e do consumo, somos levados a investir nas coisas e pessoas erradas. Vivemos nossa vida, empregamos nosso tempo, recursos, sonhos, nos esquecendo dessa lei. Muitas vezes somos tentados a dela duvidar. Bobagem, ingenuidade. Ela continua a existir e a se mostrar, a despeito de nossas crenças!
Precisamos dedicar nossas sementes, o que temos de melhor, a agradar a quem criou essa lei e tem poder para influir em nosso destino eterno.
Como visto no texto, nada é esquecido no Reino de Deus. Há um livro de memórias, de crônicas, onde nomes e feitos estão anotados.  Muitos têm seus nomes nos cadastros das igrejas instituições, mas não no Livro da Vida do Cordeiro. Haverá um momento em que o Rei mandará que leiam as crônicas de seu Reino. Assegure-se que seu nome esteja no cadastro de Deus.
FAÇA GRANDE BEM AO REINO. 
Decida investir no que o Rei ama. Jesus Cristo ama sua Palavra, ama pessoas sinceras e ama sua Igreja. Isso deveria nos fazer rever prioridades. Há os que combatem o que Jesus ama, há os que apenas cumprem a obrigação, como pagam impostos; mas há os que realmente amam as coisas do Reino de Deus e delas desfrutam – realmente é inteligente seguir a Cristo –  Se Cristo morreu pela Igreja, como posso fazer pouco caso dela? Você pode amar o que decidir amar. Escolha amar sobretudo o que Deus ama.
SEJA A PESSOA A QUEM DEUS TERÁ PRAZER DE HONRAR.
Há um momento que as contas são acertadas, um tempo de Deus em que pessoas recebem o que devem receber, um dia em que o Rei vai honrar uns e mandar outros para o castigo eterno. O conhecido Salmo 23 diz: “Preparas uma mesa perante mim na presença de meus inimigos”. Figurativamente falando, tudo que nossa alma deseja é montar o cavalo da honra. Se há algo repetido na Bíblia é sobre esse Dia em que Deus honrará as pessoas: “Então vereis outra vez e diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve” (Malaquias 3:18).
Quando o Rei for honrar pessoas, experimente o conforto de ter amado o que Ele amou, a certeza de que seu nome será mencionado na leitura do Livro e as alegrias da honra que somente Ele pode te conferir.
Para refletir em grupo:
1) Está certo eu desejar ser honrado por Deus, mesmo que isso signifique humilhação para os malfeitores?
2) Relacione o texto acima com a expressão de Paulo: “Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano?” (1 Coríntios 6:7)
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Não desista enquanto Deus continua investindo

As pessoas são, muitas vezes, muitas vezes mesmo, ingratas, fingidas, maldosas. Elas querem levar vantagem, são arrogantes e preguiçosas para aprender. Há momentos que fico tão decepcionado que sou tentado a largar tudo e cuidar apenas da minha vida. Parece que emprego forças para resolver problemas de gente que não merece. Quando vejo minhas ofertas e impostos sendo administrados com incompetência ou desonestidade, tenho vontade me trancar e não ajudar a mais ninguém. Sei que esses sentimentos não são unicamente meus.
E, o Diabo, grande estrategista, sabedor disso, alimenta nossa desesperança. Mina nossa fé no ser humano, mina nossa confiança na igreja. Ele não consegue minar nossa fé em Deus, mas pode tornar essa fé irrelevante. O inimigo traz a decepção para o nosso coração, e encontra um terreno fértil! Sem falar nas vezes que, mesmo conscientes de todo o esforço do maligno para matar, roubar e destruir, vez por outra, nós mesmos contribuímos para o desânimo geral dos bons. Enfim, essa decepção cresce e tira o significado e a beleza da vida.  E esse é um atalho surpreendente para nos distanciarmos do Pai e apagarmos o Espírito!
Se perdermos a fé nas pessoas, perdemos tudo! Abrimos caminho para a inutilidade! É na convivência que nos descobrimos, que nos percebemos. É através dela que somos trabalhados, moldados, e que ajudamos a moldar! Se perdermos a fé nos que temem a Deus, somos enfraquecidos e todo o reino sofre! É preciso exercitar os dons, é preciso viver a comunhão! É preciso ampliar a solidariedade! Somos seres relacionais. De que adianta pensarmos nas coisas do Alto se achamos que não vale a pena lutar por aqueles que o céus querem alcançar?
Então, com um desejo contrário, sinto Deus me nutrir. Ouço sua poderosa voz Longânima, dizendo que preciso ter calma.  Poderosa, pois faz nascer o que me falta. Um olhar diferente. Sou lembrado dos meus próprios erros, e isso me ajuda a ser tão mais paciente. Quando me lembro dos micos que já paguei, posso até rir e fazer minha vida um pouco mais leve. Minha filha Patrícia, com seus sete ou oito anos, um belo dia, me saiu com essa quando foi seriamente advertida: “Mas, papai, o humano é errar”.
Lembro também que o outro está sendo trabalhado por Deus. Um pastor andava com um broche na camisa que dizia “Tenha paciência comigo; Deus não me terminou ainda”. Deus tem motivos para desistir de nós, e não o faz. Ele teve motivos para desistir do rei Davi, mas, em vez disso, o perdoou e, pela graça, fez o fruto desses erros, adultério seguido de homicídio, se converter em Salomão, o homem mais sábio do mundo. A luta de Abraão com Deus sobre a destruição de Sodoma e Gomorra também nos inspira.  Não podemos desistir facilmente das pessoas, do casamento, dos filhos. Não desista enquanto Deus continua investindo. Continue! Ânimo!  Para sua própria sobrevivência e sobrevivência da fé.