Tristeza Boa

Tristeza Boa – Atos 11.18

E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida. (Atos 11.18)

Há alegrias que resultam em tristezas e tristezas que produzem alegrias. A dor, por exemplo, é boa porque mostra que algo está errado e algo precisa ser feito.

“E, ouvindo estas coisas…”. A Palavra de Deus tem o poder e propósito de provocar o arrependimento, que é sempre doido. Foi assim com Davi quando confrontado por Natã, foi assim com o povo de Nínive e pode ser assim conosco.  O texto mostra, inclusive, que o arrependimento que vem de Deus é motivo de louvor. 

Quando o arrependimento realiza todo o seu propósito, ele nos transforma em pessoas melhores. Não é o pecado que nos faz mais humanos, é o arrependimento. O erro nos faz apenas mais acusadores. 

Entretanto, o maior valor do arrependimento é nos fazer dar um salto para a vida eterna. “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação”. (2 Coríntios 7:10)

Spurgeon falou que o arrependimento que leva à salvação é um ódio ao pecado e uma determinação na força de Deus para abandoná-lo. Então, temos que nos esforçar para ver o pecado como Deus o vê. Nada menos.

Como a tração em um arco gera enorme desconforto, mas é necessária para que a flecha cheque ao  destino desejado, curvemo-nos o necessário para fazer chegar a Deus o nosso “Perdoa-me, Senhor”

Sermão no Youbube: https://www.youtube.com/watch?v=HaFYlGuSbng

“Perdoa-me, Senhor” HCC 275

  1. Perdoa-me, Senhor, se eu não vivi pra te servir,

Se em meu agir o teu amor também não refleti.

Perdoa-me, Senhor, se em teu caminho não segui,

Se falhas cometi, se tua doce voz não quis ouvir.

Escuta minha oração, Senhor,

desejo aqui viver pra teu louvor;

Ensina-me a te ouvir e com amor servir

e os santos passos teus aqui seguir.

 

  1. Perdoa-me, Senhor, se eu de ti me afastei,

Se em meu caminho escuro tua luz não procurei;

Perdoa-me, Senhor, se na aflição não te busquei,

Se eu não te sondei, se teu querer pra mim não procurei.

Escuta minha oração, Senhor,

desejo aqui viver pra teu louvor;

Ensina-me a voltar e junto a ti estar

e em tua graça sempre confiar.

 

  1. Perdoa-me, Senhor, se frutos eu não produzi,

Se, indiferente a tudo, a missão eu não cumpri;

Perdoa-me, Senhor, se os campos brancos eu não vi,

Se só pra mim vivi, se meus talentos não desenvolvi.

Escuta minha oração, Senhor,

desejo aqui viver pra teu louvor;

Ensina-me a agir e meu dever cumprir

e frutos dignos dedicar a ti.

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Não bata em pastores

No período de Natal e Ano-novo, demonstramos nosso lado gentil. Mas não tem sido assim durante os outros dias do ano. Na rotina da vida ministerial, temos visto, com tristeza, atitudes belicosas, indelicadas e injustas para com os homens de Deus.

Alguns midiáticos gostam de bater nos pastores e nos líderes de Denominação. Isso ficou bem mais fácil com os blogs e as redes sociais. Basta uma postagem, a portas fechadas. Comentam sobre a Denominação, a política e os assuntos do momento. Se os líderes emitem uma nota sobre uma tal mostra de arte, sobre uma determinada emissora de TV ou seja lá o que for, os xerifes de plantão entram em ação. Se esses mesmos líderes não agem assim, igualmente levam uma surra na Internet. Se a igreja do colega ascende, o líder apanha. Se decresce, ele apanha também. Mais cedo ou mais tarde, vamos todos apanhar. Quando morei em Conselheiro Pena, ouvi sobre um zombador que passou o dia cantarolando pelas ruas “Quem mora em Conselheiro pena; quem dorme em Conselheiro pena; quem trabalha em Conselheiro pena”. No fim do dia, cansados das piadinhas, alguns jovens agarraram o trocista num canto e deram-lhe uma surra, enquanto cantavam: “Quem apanha em Conselheiro pena”. Verdade, quem muito bate acaba apanhando…

Podemos admitir que um teórico bata em outro teórico no campo acadêmico, por exemplo, espaço de confrontação de ideias. Difícil é ver teóricos batendo em quem está trabalhando duro. O apóstolo Paulo diria:  “Não achem que são sábios apenas porque acompanham o noticiário….” (I Cor. 3.18 – A Mensagem). Parafraseando outro dito do apóstolo, podemos afirmar: “quem não trabalha que também não critique”. E, sejamos práticos,  essa turma “pé de boi” morre pelo que entende ser a vontade de Deus. Portanto, quem realmente deseja ajudar precisa estar em nossas reuniões, opinar olhando em nossos olhos e ouvir, também, o contraditório que tanto invoca. Sejamos reverentes com quem visita hospitais, planta igrejas, leva pessoas a Jesus, administra – sem dinheiro – os assuntos da Igreja e sofre pelos desanimados. Deixemos, nesses casos, que defendam família com pai, mãe e filhos, discordem ou concordem com pastorado feminino etc.

Certa vez, ouvi uma denúncia contra um pastor. Perguntei à pessoa se ela estava disposta a ir comigo falar com o acusado. Diante da negativa, eu lhe disse que iria considerar a acusação uma mentira. Imagino que passou a pensar duas vezes antes de acusar outros pastores. Não bata publicamente, especialmente se você ainda não o fez em particular. Vamos, todos, evitar questionar as motivações dos pastores e levar muito a sério o princípio por trás da afirmação “não aceite acusação contra um presbítero se não houver duas ou três testemunhas” (I Tm. 5.19).

Claro que não devemos fazer “vista grossa” aos erros dos pastores. Muito ao contrário. Podemos confrontá-los em particular, conforme Mateus 18.15; se não funcionar, podemos fazer uma denúncia formal à comissão de ética e, se for o caso, oferecer sugestões para o aperfeiçoamento do Código de Ética. Mas, se vamos formalizar denúncias, devemos começar denunciando formalmente os belicosos, iracundos e os amantes de contendas. Estes, pelo que a Bíblia orienta, não podem exercer o ministério.

Conheço alguém que, no caso da ordenação feminina, era radicalmente defensor de um lado e, hoje, se coloca enfaticamente do outro lado. Não vale a pena bater em pessoas por causa de ideias que podem ficar desatualizadas. Um amigo meu gosta de dizer que as relações devem ser mais importantes que as razões.

Você faz parte daqueles que estão ajudando o Rei. Seus colegas também. Deixemo-nos influenciar pelo nosso chamado e pela nossa determinação de deixar um legado. Quando destacamos as belezas de nossos colegas, inspiramos outros a desejarem seguir para o ministério. Quando os criticamos, fazemos o contrário. E, por favor,  nunca critiquemos um pastor perto de seus filhos ou de suas ovelhas, ou em qualquer meio a que eles possam ter acesso.

Vamos reler nossas postagens e conferir se há chamadas para a devoção sincera, se elas destacam como é linda a Igreja do Senhor e como é nobre o ministério, se exaltam a importância de missões, da fraternidade, da unidade ou se encorajam quem está “ralando” muito.

Participando de perto das turmas de mentoria, observo que, em qualquer pequeno grupo de pastores que convivem por apenas oito dias, os líderes acabam se tornando bons amigos. As diferenças são reduzidas e/ou compreendidas. A verdade é que somos mais cúmplices do que aparentamos nas redes sociais. Por vezes, estamos brigando como brigávamos quando crianças Até que um menino malvado da vizinhança vinha e batia em nosso irmão caçula. Então, as nossas diferenças eram esquecidas.

“Seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão (Romanos 14:13). “Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje'” (Hebreus 3:13).

Juracy Carlos Bahia (Quando presidente da OPBB)

Apascente minhas ovelhas

Em João 21.15-22 lemos uma impactante entrevista de Jesus com Pedro. “Você me ama?”, questionou Jesus três vezes. Mediante a resposta afirmativa, Jesus acrescentava: “Alimente meus cordeirinhos, apascente minhas ovelhas, alimente minhas ovelhas”. Isso ocorreu depois do aconchego da refeição, necessária depois de uma noite inteira e infrutífera no mar.

Certamente que o desafio lançado por Jesus a Pedro serve para todos os crentes. Não é maravilhoso que possamos receber tarefas diretamente do Senhor? Ele providencia trabalho para todos. Ele sabe que precisamos disso. Ninguém sai diante dele com as mãos vazias, sem um desafio. Não há discípulo sem missão. Depois de Atos 2, que cumpriu Jeremias 31.34, já não dependemos tanto de coordenação humana para servir a Deus. Deus não nos poupa do trabalho porque somos jovens ou velhos, preparados ou não, nem mesmo quando estamos deprimidos. Veja o caso de Elias. Na verdade, as tarefas que Jesus nos dá ajudam na cura da nossa dor.

No livro A Dádiva da Dor, a esposa do dr. Paul Brand, hospedou um jovem leproso que, expondo seus filhos à doença. Quando o marido chegou preocupado, três dias depois, ela disse que naquela manhã tinha lido Mt 25. 35,36. Ela tinha ouvido uma ordem diretamente de Jesus.

Sentir o comissionamento de Jesus é uma questão relacional: “já que você me ama, alimenta minhas ovelhas”. Quando confessamos nosso amor a Jesus, recebemos ordens e, então, descobrimos mais sobre Ele mesmo.  “É o Senhor“,  perceberam os discípulos, quando obedeceram à ordem de lançar a rede para o lado direito do barco.

Receber uma missão de Cristo é maravilhoso também porque significa que Ele nos perdoou os pecados e nos oferece uma nova oportunidade. Depois de negar a Jesus três vezes, era muito importante para Pedro receber uma nova ordem do Senhor. Significava que o relacionamento estava sendo restaurado.

Enquanto muitos crentes vivem uma crise para entender o que Deus quer, aprendemos que a missão é construída no relacionamento com Deus. Ele não quer dar ordens a escravos, mas a amigos. Pode ser que Ele não esteja nos cobrando mais resultados e sim mais comunhão com Ele.

Sentimos um vazio em nossos ministérios quando paramos de ouvir novas ordens do Senhor. Então, busquemos a Deus até recebermos uma missão, oremos até ouvir de Deus um novo desafio. “Clama a mim e eu te responderei e te mostrarei coisas ocultas e grandes que ainda não sabes” (Jer. 33.3).

Outros crentes muito esforçados querem controlar coisas, igreja, ministérios. Jesus não disse “apascenta tuas ovelhas”, mas “minhas ovelhas”. A Obra é do Cristo. Você não tem o controle, não tem a propriedade e não tem o poder. Apenas coopera. Jesus bateu pesado no Pedro preocupado com o outro discípulo: “Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?” João 21:22.

“Alimenta meus cordeirinhos…Segue-me tú”.  Definitivamente, Jesus não se entusiasma quando ficamos cuidando do serviço do outro. Veja o caso de Marta e Maria. E não é isso que fazemos muitas vezes? Precisamos nos concentrar no que o Senhor espera de nós, seja a missão de vida, sejam tarefas do dia. Coloquemos o foco em nosso dever.

Não é preciso nem mesmo ficar preocupado com o status do trabalho. Se é para Jesus, não há serviço pequeno, seja dar mamadeira para os filhotes das ovelhas ou apascentar o rebanho.

Isso nos faz menos responsáveis? Em algum sentido, sim. Você não é responsável pelo resultado e não tem que lutar com a culpa de um trabalho que produz pouco, desde que tenha sido ordenado por Cristo. Não tem que disputar com os homens e não tem que disputar com o Cristo. Achamos que glorificamos a Jesus quando estamos cheios da força de nossa juventude, mas Jesus disse que Pedro iria glorificá-lo quando morresse. Não controlamos nada mesmo.

Seus fracassos e os outros – Parte 2

Gostamos de culpar os outros pelos nossos fracassos, mas só podemos mudar a realidade a partir de ações que estão ao nosso alcance:


Não perca a esperança. As pessoas apreciam aqueles que se levantam e prosseguem após as quedas.
Evite depender da iniciativa de outros, especialmente dos fracassados. Procure estabelecer planos que dependam mais de seu próprio esforço com a ajuda de Deus.
Não gaste tempo preparando desculpas. As pessoas não querem ouvir explicações de quem se considera uma vítima.
Viva por algo maior: fazer alguém feliz, temer a Deus, construir algo de valor perene etc. As pessoas não respeitam quem vive apenas em função de si mesmo ou do que os outros pensam.
Não deixe de pedir perdão. As pessoas podem escrever uma nova história a seu respeito.
Em resumo, não desista.

Seus fracassos e os outros

Gostamos de esperar ajuda dos outros, mas a questão principal é o que fazemos com as oportunidades que recebemos.

 
– Deixe aberta a porta por onde passa. Você precisará voltar mais vezes do que imagina.
– Evite confusões. As pessoas querem distância de encrenqueiros.
– Respeite o que é dos outros. Se você abusar dos bens alheios, as pessoas acharão que é “folgado”. Elas fazem contas o tempo todo e teem ciúmes até de uma ferramenta velha.
– Nunca fale mal daqueles que ajudam você, pois eles se sentirão traídos.
– Agradeça sempre. As pessoas esperam ser recompensadas.
– Trate as oportunidades como se fossem únicas. As pessoas se cansam de ajudar.
– Não seja um  “escapista”, alguém que (por meio de  devaneios, vícios etc) foge à realidade quando ela é desagradável. As pessoas não confiam em quem age assim.
– Esteja sempre trabalhando, mesmo sem salário. As pessoas ficam impressionadas ao verem você “ralando”.
– Não faça as coisas de qualquer jeito. As pessoas se irritam ao perceberem que você não deu o seu máximo, mesmo como voluntário, e imaginam que, se não faz bem determinada coisa, também não fará outras.
Em resumo, não queime as pontes depois de atravessá-las.

Adorar, mesmo quando tudo nos diz o contrário

Por que as pessoas interrompem a adoração? Umas por conta das tribulações, outras por causa do sucesso. Alguns, por terem uma compreensão errada das Escrituras, se decepcionam; outros são atraídos pelo fascínio do mundo. Outros ainda deixam de adorar por descuido, afinal, nos feriados é que “quebramos a dieta”.

O adorador Habacuque não parou de adorar, mesmo em tempos difíceis – a exemplo de Jó. Ele também tinha um bom entendimento do Reino e das obras de Deus. Antes de abandonarmos a adoração, abandonamos a Deus. Paramos de contemplar as suas obras.

Nos movimentos históricos, Habacuque percebia o amor de Deus, o cuidado do Senhor. Era uma questão de perspectiva. Quando não vemos Deus agindo, as adversidades nos controlam.

Confie sempre na bondade de Deus, mesmo quando não compreender todo o quadro, e reafirme sua esperança na salvação que virá do Senhor. Diga como Habacuque: ainda que tudo desmorone, eu me alegrarei no Senhor.

Desapego: fonte de liberdade e expressão de culto

Lembro-me do caso de um senhor que não podia viajar mesmo que todas as despesas da viagem lhe fossem pagas. O motivo? Tinha que cuidar de meia dúzia galinhas. Isso nos faz refletir: somos realmente livres se estamos apegados a coisas ou situações?


O Senhor dedicou mais tempo e forças do que imaginamos para fazer com que nos desapeguemos. Seus discípulos poderiam ser chamados de “desapegados”, em vez de cristãos.


Por que o Senhor instituiu o sábado? Ou o dízimo? Por que tantas expressões como: “Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo”(Lc 14.33)? Ele fez isso para nos indicar o caminho do desapego ou da renúncia, seja ao dinheiro, ao nosso tempo livre ou a qualquer outra coisa que valorizamos.
O desapego pode ser expressão de sabedoria, e cria o sentido de liberdade. Mas, quando acontece por Cristo, ele se torna expressão de culto. “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Atos 20.24.

Um padrão mais elevado

O capítulo 13 de I Coríntios é um dos textos mais lidos da Bíblia em todo o mundo. Lembra-se? “Se eu não tiver amor…”. Essa pérola da literatura oferece um padrão muito elevado para quem deseja crescer na vida espiritual.

Trabalhar para o bem dos outros sem exigir algo em troca, nem mesmo reconhecimento, é um desafio. Servir, motivado pela gratidão ou por obediência a um sentimento de missão, é algo encontrado somente em pessoas muito amadurecidas. A Bíblia diz que não há grande virtude em amar a alguém que pode nos recompensar.
E o que dizer de disciplinar ou confrontar alguém que amamos, mesmo com risco de não sermos compreendidos? E ofertar ou ajudar anonimamente? A virtude, segundo o Senhor, está em fazer algo que, sabemos, não nos resultará qualquer vantagem, esperando agradar apenas a Deus.

Celebração com sabedoria

Há quem faça da celebração um momento de derrota e quem transforme as comemorações em tristezas. Outros combinam alegria com bebidas e orgias, presentes com endividamento e reunião de família com gula.

Deus, que sempre deseja o nosso bem, muitas vezes não pode nos abençoar, porque associamos vitória ao erro.
Veja o exemplo de Jó: “E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente”. (Jó 1:4-5)
Faça boas associações:

  • Combine vitória… com gratidão.
  • Combine celebração… com culto.
  • Combine festa… com família.
  • Combine realização… com descanso.

Serenidade

“Quando você se assentar para uma refeição com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você, e encoste a faca à sua própria garganta se estiver com grande apetite”. (Provérbios 23:1-2). Essa passagem bíblica aborda o cuidado que devemos ter diante de oportunidades, especialmente daquelas com as quais não estamos acostumados. Podemos ser traídos pelo nosso apetite, pelo nosso grande interesse. Não deixe a paixão ou o impulso guiar você – falar, comer etc. Coloque a faca à garganta, ou seja, estabeleça um limite, acenda sua luz amarela de advertência.

A Bíblia prossegue: “Não te fatigues para seres rico” (23.4). Se o texto anterior nos ensinou que não devemos querer exageradamente, este nos orienta a não fazermos esforço desproporcional, a não exagerarmos na busca das coisas que são passageiras. Há uma falta de sabedoria nisso, porque não aproveitamos o valor do tempo e, muitas vezes, não damos espaço para Deus agir.


O livro de Provérbios nos sugere a serenidade: “Não é bom agir sem refletir; e o que se apressa com seus pés erra o caminho.” (19.2) “Os planos do diligente conduzem à abundância; mas todo precipitado apressa-se para a penúria.” (21.5).